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Quem sou eu

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São Carlos, SP, Brazil
Sou alguém que,ao conhecer a fé raciocinada,pôde realmente compreender as vontades de Deus e os ensinamentos do Cristo,embora seja ainda errante,tenho vontade de aprender cada dia mais. "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." ( Chico Xavier ) Sejam todos bem vindos!!!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ADESÃO A BLOGAGEM COLETIVA



Ressonância

O momento atual conclama a atenção de todos para a ca minhada evolutiva.A humanidade passa por um estágio que pede constantes aplicações do conhecimento para as tomadas de decisões.

A espiritualidade vem dedicando uma atenção especial ao projeto do entendimento do espírito.

O conhecimento mesclado aos sentimentos mais sublimes coordena o pensamento dos espíritos gerando conflitos, pedindo postura em relação a vida.

Este é um convite à reflexão para o momento, parar, questionar e analisar, como estão sendo aplicados o conhecimento e o amor.

O amor é a culminância das vibrações.Gerando no espírito uma energia capaz de promover alteração em todo o contexto perispiritual.

A vida é uma construção e a meta a ser alcançada pede mudanças expressivas no comportamento do ser. Motivar o pensamento na busca de novos valores.

Sua participação no bem é uma atividade progressista.O bem tem Ressonância na estrutura íntima do espírito.

Quero agradecer de todo o meu ♥, pela oportunidade que nossa amiga orvalho do ceu do blog: http://espiritual-idade.blogspot.com/ ,nos deu de estarmos podendo passar e aprender um pouco mais sobre os ensinamentos de Jesus, amananso a toda BOGAGEM COLETIVA o amor em diferentes temas.

Agardeço a Deus cada dia, pelas amizades fraternas que tenho conseguido aqui neste cantinho, confesso que não imaginava que seria assim.

Que Deus nosso Pai Celestial, juntamente com Jesus nosso irmão maior e governador da Terra, nos abençõe a todos sempre.

Que assim seja!!!!!

MIMO


Hoje venho aqui para agradecer este mimo,oferecido pela minha amiga querida orvalho do ceu do blog espiritual-idade http://espiritual-idade.blogspot.com


Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.

Chico Xavier

Que Deus te abençõe sempre!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CORRENTE DE AMOR


Queridos amigos , hoje venho aqui, para pedir a colaboração de vocês, nesta corrente de AMOR.
Esta minha amiga,que tem sua foto postada ao lado está passando por problemas de saúde graves,está acometida por câncer,está internada na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, na UTI , peço a todos vocês que me ajudem a orar,ela tem 20 anos seu nome é Franciane



Meu Deus, são impenetráveis os vossos desígnios, e na vossa sabedoria enviastes a Franciane uma enfermidade. Voltai para ele, eu vos suplico, um olhar de compaixão, e dignai-vos por um termo aos seus sofrimentos! Bons Espíritos, vós que sois os ministros do Todo-Poderoso, secundai, eu vos peço, o meu desejo de aliviá-lo. Dirigi o meu pensamento, a fim de que possa derramar-se sobre o seu corpo como um bálsamo salutar, e sobre a sua alma como uma consolação. Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; e dai-lhe a força de suportar as suas dores com resignação cristã, para não perder os resultados desta prova por que está passando.
Que assim seja!!


Que Deus nosso pai e Jesus nosso irmão maior, nos abençõe a todos!!!
Obrigada queridos amigos desde já...
Dany

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ADESÃO A BLOGAGEM COLETIVA



BLOGAGEM COLETIVA ESPIRITUAL

È com imenso prazer, que participo mais uma vez desta Blogagem Coletiva.
Gostaria de agradecer a minha querida amiga orvalho do ceu do blog http://espiritual-idade.blogspot.com/ que nos deu essa oportunidade maravilhosa de podermos falar sobre a espiritualidade.




"Tudo é permitido, mas nem tudo convém; tudo é permitido,



mas nem tudo edifica."
(Paulo, Primeira epístola aos Coríntios, 10:23)

"Crer não é o bastante, nos dias de hoje quer-se saber. Nenhuma concepção filosófica ou moral terá chance de sucesso se não estiver apoiada sobre uma demonstração lógica, matemática e positiva da fé e se, por outro lado, não estiver coroada por uma sanção que satisfaça a todos os nossos instintos de justiça". (Léon Denis, O Problema do Ser e do Destino.)

sábado, 31 de julho de 2010

O PODER DA PRECE


Uma das mais expressivas mensagens de Jesus encontra-se no evangelho de Marcos, capítulo XI, v.24: "O que quer seja que pedirdes na prece, crede que o obtereis, e vos será concedido."

É a famosa expressão: "pedi e obtereis".

Entretanto, muitas pessoas, incluindo membros de ordens religiosas, inclusive espíritas, têm dificuldade de acreditar na eficácia da prece. Isto ocorre porque talvez não saibam realmente o que é uma prece.

O estudo da doutrina espírita permite adquirir visão mais clara do poder da oração e dos pedidos ao Pai celestial.

O grande objetivo desta doutrina é a reforma íntima de seus adeptos, particularmente a elevação da qualidade da maneira de pensar.

Na questão de número 459 de " O Livro dos Espíritos" , Kardec nos explica que vivemos constantemente sob a influência dos habitantes do mundo espiritual.

Existe um intercâmbio intenso entre nós, espíritos encarnados, e aqueles já desencarnados.

Estes, habitantes do plano espiritual, podem ser evoluídos ou ainda se encontrarem em estágios inferiores da evolução.

A prece permite obter a influenciação da parcela mais evoluída e mais amorosa do mundo espiritual. Segundo Kardec, a prece é uma invocação, através da qual um ser se coloca em comunicação mental com outro ser, ao qual se dirige. Pode ter como objetivos fazer pedidos ou agradecimentos ou simplesmente para glorificação de Deus, em ato de humildade.

Segundo vários autores, o governo espiritual é muito bem organizado e se preocupa com o bem estar e o progresso dos espíritos encarnados. Existem numerosas equipes que vivem para socorrer.

As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos espíritos encarregados da execução das suas vontades.

Podemos orar para outros seres, na qualidade apenas de intermediários. Mas, Deus é o grande receptor das vibrações das preces. É a autoridade maior, absoluta e amorosa.

Para entendermos os mecanismos de ação da prece precisamos lembrar que nos encontramos mergulhados no que Kardec denominou de fluido cósmico universal, que ocupa todos espaços do universo. Este fluído recebe os impulsos da vontade. Ele é o veículo das vibrações do pensamento, como o ar é o veículo das vibrações do som. A diferença está no fato de que no ar as vibrações sonoras são limitadas. No fluído cósmico universal as vibrações do pensamento se estendem ao infinito.

Assim, as preces sempre são ouvidas pelos espíritos em quaisquer lugares onde se encontrem. Víctor Hugo refere-se aos "centros de registros e avaliação das rogativas humanas " espalhados pelas províncias próximas da Terra, que recebem as solicitações, examinam a importância e urgência dos pedidos, respondendo conforme o caso.

O espírito Patrícia nos informa que em todas colônias espirituais, espalhadas pelo mundo espiritual em torno da terra, existe um "Departamento de pedidos" em que cada prece é anotada, analisada e classificada para se decidir sobre seu atendimento.

Víctor Hugo explicou que o espírito que ora, emite vibrações teledinâmicas que se dirigem ao mundo espiritual e retornam para este mesmo espírito. O benefício da prece pode ser instantâneo, no momento exato da prece, por receber ondas benéficas, reconfortantes e de pensamento otimista. A vibração da mente em oração sincroniza com as ondas teledinâmicas do mundo espiritual superior, atraindo atenção e interesse dos espíritos encarregados do equilíbrio na terra.

A prece harmoniza o tom vibratório do indivíduo, revitaliza o metabolismo perispiritual, reorganizando o campo das moléculas, resultando em ação salutar.

Assim a prece evita doenças originárias de vibrações desorganizadas da mente desequilibrada.

Recentemente, a imprensa brasileira divulgou resultados de estudos que concluíram que, pessoas acostumadas à prática da oração gozam de mais saúde.

Na realidade os efeitos benéficos da prece podem ser observados no indivíduo, nas pessoas que com ele mais se relacionam e no ambiente que fica mais harmonizado, com psicosfera balsâmica, agradável e calmante.

De fato é agradável o ambiente de templos, de mosteiros e de casas espíritas onde se pratica a prece autentica.

Os locais de oração são bem vistos pelo plano espiritual.

Entretanto é importante lembrar que o poder da prece está no pensamento.

A energia da corrente depende do vigor do pensamento e da vontade de quem ora.

Ela não depende de palavras, de vestimentas, nem de cerimoniais. Preces decoradas, sem sentimento, são pouco eficazes.

Mas, a prece não pode ter por efeito mudar os desígnios de Deus, nem derrogar as leis divinas. Entretanto, o espírito que ora encontra sempre alívio, conforto e forças para viver as experiências de que necessita para sua evolução.

A prece é importante para tudo. Ajuda no trabalho. Socorre na família. Serve para apaziguar inimigos, arrefecer adversários e tornar agradáveis pessoas antipáticas.

Ao invés de combater deveríamos orar.

A prece quebra a desarmonia. Fazer uma súplica a Deus pelo bem estar de um inimigo, seria mostra de boa disposição para seguir a Jesus, que pediu que déssemos amor para nossos inimigos.

Segundo Víctor Hugo "Orar é inundar-se de forças poderosas do mundo invisível para atuar com segurança no mundo das formas visíveis".

Menciona esse habitante iluminado do espaço, o chamado efeito bumerangue de nossos atos e pensamentos: as vibrações que emitimos retornam para nós, às vezes com intensidade maior. Vibrações de ódio e desequilíbrio retornam avassaladoras . A prece amorosa retorna calmamente , confortadora .

Precisamos nos educar para o hábito da prece antes de dormir , no lar , no trabalho . Ao trabalhar com amor , ao servir com desvelo, estamos fazendo a vontade do pai. É oração .

Joanna de Ângelis recomenda que seria ótimo se conseguíssemos viver sempre em estado de prece. Seria uma grande reforma intima . imprimir em nosso pensamento teor vibratório permanente de equilíbrio, de paz, de amor, de prece..

Bibliografia:


KARDEC, Allan - O Evangelho segundo o Espiritismo. Capítulo XXVIII, IDE, 185ª. Edição, 1978
Divaldo P Franco/Vítor Hugo - Calvário de libertação. Segunda Parte, capítulo 2. L.E.Alvorada - Editora, 3ªedição. 1988.
Divaldo P. Franco/Joanna de Angelis. Lampadário Espírita
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho/ Patrícia - Vivendo no Mundo dos Espíritos Cap XIII. Petit Editora e Distribuidora. 6a Reimpressão - 1994.


*José Brandão Fonseca é membro do GEFEC - UENF( Grupo de Estudo da Filosofia Espírita Cristã, da Universidade Estadual do Norte Fluminense ).

Fonte: http://revistaespirita.hypermart.net

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A VINGANÇA SEGUNDO O ESPIRITISMO


A VINGANÇA
Em mais uma de suas esclarecedoras lições, trazidas ao nosso conhecimento a través da psicografia de Divaldo Pereira Franco, a benfeitora Joanna de Angelis nos instrui sobre a ação maléfica da vingança sobre nosso vaso físico, com repercussão no espírito imortal que somos.
Começa dizendo que quando algo perturbador acontece, gerando sofrimento ao indivíduo, a sua imaturidade psicológica se sente ameaçada, por algo muito forte, que mesmo raciocinando conscientemente, não consegue se desvincular das manifestações desconhecidas que traz, armazenadas em seu inconsciente, a lhe exigir reparação, desforra, e até mesmo a aniquilação do seu opositor.
Inicia-se então neste instante, uma acirrada disputa entre o seu lado racional, procurando resistir a esse tipo de atitude, por identificar essa falha do caráter, e o seu lado irracional, revestido de toda sua bagagem sombria de manifestações inesperadas, e inconseqüentes, desconhecida da personalidade do indivíduo que lhe aflora, armando verdadeiras ciladas, atirando o ser nos despenhadeiros da vingança de conseqüências funestas.
Esses impulsos doentios, emergem de áreas desconhecidas do ego, que não conseguem identificação com o Ser espiritual e induze-o, a um trabalho de desenvolvimento perseverante da odiosidade, instaurando-lhe no imo, a revolta e o desconforto ante o opositor que se lhe apresenta como um perigo constante para sua segurança, merecendo por isso ser destruído.
O fenômeno ocorre, tanto individualmente com as pessoas como com as Nações, dando nesse caso ensejo ao desencadeamento das guerras nefastas e hediondas, que prejudicam gerações deixando seqüelas lastimáveis em suas vítimas.
No indivíduo, esse comportamento provoca o perverso mecanismo conflitivo, que o leva ao desespero, e mesmo quando o outro já não mais lhe representa perigo algum, mesmo depois de se render ou ser aniquilado, os efeitos desastrosos da vingança não desaparecem frustrando a quem aparentemente estaria vitorioso.

Ação danosa da vingança

Invariavelmente neurótico, o enfermo indivíduo que assim age, vitimado quase sempre pela repressão sexual infantil ou, dominado pela sede do poder e da ambição, vive a competir com os demais, os quais passa a invejar por se encontrarem em melhores situações psicológicas que a dele, podendo em certos casos até aceitá-los enquanto os manipulam, tirando dessa forma proveito da situação, até que se ergam, quando então mostram suas garras nas lutas com os recursos da tirania e da insensatez. A vingança é transtorno neurótico soez, que liberta do inconsciente as forças desordenadas que jazem aí adormecidas, irrompendo com ferocidade e ligeireza sob o estímulo do aniquilamento do inimigo.
Curioso é notar, que o inimigo não é aquele que se torna combatido, mas o inconsciente transfere dos refolhos d’alma a inferioridade do seu Ser, que é inimigo do progresso, do bem, da ordem, para atirar noutrem, em fenômeno de projeção e que guarda internamente, detestando-o.
Ao armar-se de calúnia e de outros mecanismos de perseguição, contra aquele a quem odeia, está realizando uma luta inconsciente contra si mesmo, pois que está apenas projetando o lado escuro e sombrio da sua personalidade que se lhe mantém preso à ignorância.
Fixa-se no adversário com implacável disposição de conseguir a sua extinção, do que para ele dependerá sua liberdade a partir desse momento em diante. Assim transtornado aplica-se com empenho em emitir ondas deletérias contra o outro, estabelecendo uma comunicação psíquica, se encontra receptividade em quem lhe padece a perseguição, que termina por minar as forças daquele que considera seu opositor.
Além da inferioridade moral que tipifica o vingador, o seu primarismo emocional elabora razões ponderadas que são arquitetadas pala mente em desalinho, para justificar o prosseguimento da façanha, nascidas no inconsciente pessoal profundo, que remanescem de outras existências no Eu profundo do Ser, quando se desarmonizou com o opositor que ora enfrenta e desafia para o duelo covarde.
Em outras oportunidades, em que sua inferioridade se projeta, e não se sente devidamente capaz de competir contra valores significativos que não possui, cultiva internamente a antipatia que se avoluma a cada dia, transformando-se em fúria incontrolável que somente se aplaca quando está lutando contra aquele que o atormenta mesmo que este não saiba, que nada tenha contra ele, pois que até ignora a situação infeliz de seu oculto adversário.
Se por acaso, tiver a oportunidade de se harmonizar com o inimigo, não o perdoa interiormente, embora, seja na verdade, o maior merecedor de perdão ruminando o que considera sua derrota, até encontrar novos argumentos para dar prosseguimento à sanha doentia de vingança, impelido pela sua libido atormentada.
Aqueles que se apóiam em mecanismos vingativos sempre foram vitimas de repressão infantil e juvenil, sentiram-se desprezados pelo grupo social e transferem agora suas frustrações para quaisquer outros, desde que isto lhes transformem em pessoas portadoras de poder e ambiciosos dirigentes de qualquer coisa, em que a personalidade doentia passa a ser homenageada, fruindo de destaque, embora a conduta esquizóide, maneirosa, falsamente humilde, ou pretenciosamente dominadora.

Conseqüências prejudiciais da vingança
Os indivíduos que assim procedem, levados pelo sentimento desequilibrado e doentio da vingança, estarão sempre sujeitos a esgares ou convulsões epilépticas, ou mesmo a simples ausências, tornando-se personalidades psicopatas perigosos, traiçoeiras, que sabem simular muito bem os sentimentos íntimos e urdem planos macabros sob o açodar da psique ambivalente, doentia, e com predomínio da faceta mórbida.

Ação salutar de combate

Todo um trabalho psicoterapêutico, deve ser utilizado como proposta de recuperação para pacientes dessa natureza, remontando a uma psicanálise que lhe chegue à infância, de forma a erradicar pela catarse os traumas e conflitos arraigados, procurando assim alterar-lhe a conduta pessoal com base em novos valores que lhes serão apresentados de maneira afável e duradoura, não raro com a ajuda também de terapia psiquiátrica para a remoção de possíveis extratos epilépticos ou esquizofrênicos, que se fazem necessitados de fármacos e barbitúricos específicos.

Ação eficaz do Amor

O amor, que tudo fazem para não desenvolver, é-lhes de grande valia, embora reajam inicialmente com desconfiança, e ambivalência de conduta, gera no enfermo um clima de simpatia e amizade, normalmente difícil de ser estruturada, em razão dos muitos tormentos que o avassalam. Pois todos sabemos que só amor cobre a multidão de pecados.
No Capítulo XII do Evangelho Segundo o Espiritismo, Instruções dos Espíritos, item 9 A Vingança, o Espírito Júlio Olivier, nos esclarece: “Ah! o covarde que se vinga, é assim cem vezes mais culpado do que o que enfrenta seu inimigo o insulta em plena face”.
E continua; “Fora, pois com esses costumes selvagens! Fora com esses processos de outros tempos! Todo espírita que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa: Sem caridade não há salvação! Mas, não, não posso deter-me a pensar que um membro da grande família espírita ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar”.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

REFORMA ÍNTIMA


João Batista Armani

Muitos são os motivos que nos levam à Casa Espírita: Pelo amor, pela dor, convite de alguém, hoje pela razão, etc...

E o que acontece? Assistimos palestras, recebemos o passe, tomamos água fluidificada e vamos embora. Somos espíritas apenas dentro da Casa Espírita, estas atitudes irão se repetir por longo tempo. Mas à medida que vamos estudando e compreendendo melhor os ensinamentos espíritas, sentimos que necessitamos nos integrar mais nas ações de reforma moral da sociedade, e nada melhor para fazermos isso do que iniciando por nós mesmos, ou seja, que sejamos espíritas na convivência com o mundo, e isso nos leva à nossa reforma moral.

Todo espírita estudioso caminha neste sentido, porque compreende que o Espiritismo como filosofia busca atingir o seu mais nobre objetivo, que é a reforma moral da criatura.

A grande maioria dos livros escritos pelas vias mediúnicas são ricos de ensinamentos e verdadeiros tratados de saúde mental, com uma terapia baseada no Evangelho de Jesus e na Codificação Kardequiana.

Livros como: “Auto Conhecimento”, “O Homem Integral”, “O Ser Consciente”, “Espelho D’alma”, “Momentos de Renovação” e outros não necessariamente espíritas, nos indicam a importância da Reforma Íntima, ou renovação de atitudes, como fator essencial para alcançarmos o progresso moral e espiritual, visando à nossa felicidade relativa.

Duas afirmativas nos chamam à reflexão:

1. Renovação de atitudes...

Um jovem foi ao médico, queixando-se de dores abdominais. Tendo sido atendido pelo médico, este atencioso, realizou exames, fez entrevistas, e ao final chegou ao diagnóstico: Cirrose hepática, doença do fígado por ingestão de bebida alcoólica. Enfermidade conhecida e facilmente tratável, receitou um tratamento, onde o paciente deveria tomar uma medicação, fazer caminhadas diárias, ao final da caminhada realizar algumas ginásticas. O paciente saiu satisfeito pois veria-se livre de suas dores. Ao final de um mês, retornou novamente o paciente ao consultório médico, onde o doutor o atendeu solícito.

Há doutor! O tratamento não deu resultado, pois continuo a sentir dores. O profissional estranhou, pois tinha confiança em seu diagnóstico, mas voltou a examiná-lo.

- O senhor tomou o remédio que lhe receitei? Sim senhor doutor, certinho, três vezes ao dia!

- O senhor fez as caminhadas para melhorar a circulação? Cinco quilômetros todos os dias doutor!

- O senhor fez as ginásticas como recomendado? Uma hora diária após as caminhadas doutor!

- O senhor parou de beber? Não doutor... doutor continua doendo...

A medicina terrena trata das enfermidades do corpo físico, o Espiritismo trata das enfermidades do espírito (estando ele encarnado ou não). O médico nos escuta, analisa, faz exames e nos recomenda um tratamento. A Casa Espírita, nos escuta, analisa, consola, e também nos recomenda mudanças de atitudes; mas esta vai mais além em nosso benefício, pois nos fornece o passe magnético, a água fluidificada e em alguns casos tratamentos de desobssessões.

Mas assim como no caso do paciente enfermo, se quisermos melhorar, cumpre que façamos a nossa parte mudando as nossas tendências negativas, ou ficaremos indefinidamente tomando remédios, realizando caminhadas, fazendo ginásticas, recebendo passes, tomando água fluidificada...

Emmanuel, em uma de suas mensagens no diz: “O pastor conduz o seu rebanho, mas são as ovelhas que andam com as próprias pernas”.

2. Felicidade relativa...(Em virtude da afirmativa de Jesus – “A felicidade não é deste mundo” Bíblia/Eclesiastes, Evangelho Segundo o Espiritismo/ Capítulo V, item 20). Analisando esta afirmativa do Cristo apenas pela letra que mata e não pelo espírito que vivifica, muitos apressados, inimigos do estudo e cultores do negativismo atribuem que estamos na Terra para sofrer, que este é um vale de lágrimas, aqui só há dores e aflições, etc. Semelhantes afirmativas são no mínimo equivocadas e inconseqüentes, pois espalham o desânimo, pessimismo, descrença, resignação incondicional. A nossa razão nos mostra que podemos e temos momentos felizes mesmo no estágio evolutivo em que nos encontramos, pois quem não fica feliz com um casamento? O nascimento do primeiro filho? Uma formatura? O primeiro emprego? No aniversário, receber aquele presente tão esperado? Jesus, profundo conhecedor, não iria contrariar as Leis Naturais, negando estes fatos. Ele se referia tão somente à felicidade plena, que é atributo apenas dos Mundos Felizes e Angélicos.

Sabemos então que para evoluirmos espiritualmente temos que realizar a nossa Reforma Íntima, mas algumas perguntas nos assaltam:

· O que é Reforma Íntima? Ela deve ser compreendida como a chave mestra para o sucesso de sua melhora interior e, conseqüentemente, da sua felicidade exterior.

· Para que serve? Renovar as esperanças interiores tendo por meta o fortalecimento da fé, a solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser.

· O que fazer? Realizar atos isolados, no dia-a-dia levando-nos a melhorar as nossas atitudes, alterando para melhor a nossa conduta aproximando-a tanto quanto possível do ideal cristão.

· Por onde começar? Pela auto crítica.

· Como fazer a reforma íntima? Bem .....

(Cairbar Schutel – “Fundamentos da Reforma Íntima” Abel Glaser).

Embora uma linha de pensadores espíritas entenda que os meios de o conseguir é obra e esforço de cada um, as obras literárias estão repletas de indícios e dicas.

Em “O Livro dos Espíritos” no capítulo Conhecimento de si mesmo, à pergunta 919, Allan Kardec questiona aos Espíritos:

- Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antigüidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Allan Kardec, profundo conhecedor das deficiências humanas, investiga mais a fundo no desdobramento da questão acima.

919a) - Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar...(SANTO AGOSTINHO).( O Livro dos Espíritos - Allan Kardec)

Parece resultar daí que o conhecimento de si mesmo é, a chave do progresso individual.

(esta é uma tarefa que compete a cada um individualmente).

Ocorre-nos lembrar de Benjamin Franklin, Estadista, escritor e inventor norte americano (inventor do para-raio, Boston 17-01-1706 - Filadélfia 17-04-1790).

Benjamin Franklin era um tipógrafo na Filadélfia homem fracassado e cheio de dívidas, achava que tinha aptidões comuns mas acreditava que seria capaz de adquirir os princípios básicos de viver com êxito, se pudesse apenas encontrar o método certo. Método este encontrado e relatado em seu livro a “Autobiografia de Benjamin Franklin” (1771-1788).

Benjamin Franklin, em sua juventude era um homem de muita inteligência e perspicácia, apesar de ter estudado apenas até o segundo ano primário. Era hávido por conhecimento e lia muito, estudava e escrevia ensaios e poesias. Estudava sobre tudo que lhe interessava, principalmente sobre os grandes vultos da história de todos os tempos. Por isso mesmo tinha uma grande cultura e um conceito moral muito rígido, e cobrava-se muito, bem como, cobrava aos outros a mais correta e ilibada conduta. Em suas reuniões sociais, tecia críticas francas e ácidas sobre todos os deslizes de seus colegas, sentindo um prazer mórbido em derrotar verbalmente aos seus oponentes, fato que ao longo do tempo foi deixando-o só e isolado nas reuniões a que eram “obrigados” a convidá-lo pelo seu cargo político.

Sentindo o peso deste isolamento, em conversa com um amigo muito chegado, comentou esta aversão das pessoas de seu convívio.

Tendo sido localizada a causa deste sentimento de aversão, com uma tenacidade que só as almas valorosas possuem, empreendeu luta acirrada ao combate às suas imperfeições.

Mas por mais que se esforçasse, controlava uma imperfeição mas caía invariavelmente em outra, quando esta outra recebia a sua atenção novo deslize fazia-o tropeçar, e a situação não avançava. Era como se estivesse tentando reter água com as mãos que, não obstante, escorria por entre seus dedos.

O isolamento continuava e até acentuava-se.

Lembrando-se das habilidades bélicas de Napoleão Bonaparte, que adotava a estratégia de “dividir para vencer”, de espírito inventivo, Franklin imaginou um método tão simples, porém tão prático, que qualquer pessoa poderia empregá-lo.

Franklin escolheu treze princípios que julgava ser necessário ou desejável aprender e procurar praticar. Escreveu-os em pequenos pedaços de cartolina, com breve resumo do assunto, e dedicou uma semana da mais rigorosa atenção a cada um desses princípios separadamente. Desse modo, pode percorrer a lista toda em treze semanas, e repetir o processo quatro vezes por ano.

Quando passava ao princípio seguinte não esquecia os anteriores, e cada vez que se pegava em falha, fazia uma pequena marca no verso do cartão, assim no retorno àquele princípio dedicava maior atenção e esforço.

Manteve em segredo o que estava fazendo, pois receava que os outros se rissem dele. (é triste constatar que até aos dias de hoje nos vangloriamos de atos incorretos, falcatruas, engodos, vícios que cometemos, mas temos vergonha de admitirmos que estamos tentando melhorar praticando alguma virtude).

Ao fim de um ano Franklin havia completado quatro cursos, e constatou que já buscava com naturalidade o controle de suas falhas, apesar de estar longe de dominar com perfeição qualquer daqueles princípios.

Este procedimento deu tão certo que Franklin utilizou-o ao longo de toda a sua vida, embora mudando os princípios uma vez já tendo controlado aquela deficiência combatida.

Os treze princípios de Benjamin Franklin eram

(Autobiografia de Benjamin Franklin): (tais como escreveu e na ordem que lhes deu)

Temperança – Não coma até o embotamento; não beba até a exaltação.
Silêncio – Não fale sem proveito para os outros ou para si mesmo; evite a conversação fútil.
Ordem- Tenha um lugar para cada coisa; que cada parte do trabalho tenha seu tempo certo.
Resolução – Resolva executar aquilo que deve; execute sem falta o que resolve.
Frugalidade – Não faça despesa sem proveito para os outros ou para si mesmo; ou seja nada desperdice.
Diligência – Não perca tempo; esteja sempre ocupado em algo útil; dispense toda atividade desnecessária.
Sinceridade – Não use de artifícios enganosos; pense de maneira reta e justa, e, quando falar, fale de acordo.
Justiça – A ninguém prejudique por mau juízo, ou pela omissão de benefícios que são dever.
Moderação – Evite extremos; não nutra ressentimentos por injúrias recebidas tanto quanto julga que o merecem.
Asseio – Não tolere falta de asseio no corpo, no vestuário, ou na habitação.
Tranqüilidade – Não se perturbe por coisas triviais, acidentes comuns ou inevitáveis.
Castidade – Evite a prática sexual sem ser para a saúde ou procriação; nunca chegue ao abuso que o enfraqueça, nem prejudique a sua própria saúde, ou a paz de espírito ou reputação de outrem.
Humildade – Imite Jesus e Sócrates.
A quantos desejarem experimentá-lo, sugere-se analisarem-se, buscando aquelas deficiências mais comuns e corriqueiras, que sabemos possuir, ou as qualidades que não temos mas que gostaríamos de ter, adaptando o método às necessidades e interesses de cada um. Ao alcançar uma conquista, alterar a meta, buscando por outra, que vão surgindo ao longo do tempo, mas cuidando sempre para que não incorram em recaída.

Este não é o primeiro e nem será o último método inventado, que visa à melhoria das pessoas através da reforma íntima, mas com certeza, nos aponta mais uma alternativa palpável e simples, que está ao alcance de quantos tiverem a coragem e a vontade firme de empreender esta luta íntima na escalada evolutiva.

Não é um caminho fácil. Não existe caminho fácil. Mas é um caminho seguro.

Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo XVII, SEDE PERFEITOS, Allan Kardec escreveu:

“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações”.

Na Bíblia em “O Novo Testamento”, Tiago em suas epístolas nos adverte: “Fé sem obras é estéril”.

Que Jesus nos ilumine e guie.

Muita paz.

Bibliografia:
O Evangelho Segundo o Espiritismo. (Allan Kardec).
O Livro dos Espíritos. (Allan Kardec).
O Homem Integral.( Divaldo Pereira Franco – Joanna de Angelis).
Autobiografia de Benjamin Franklin.
Fundamentos da Reforma Íntima. (Abel Glaser – Cairbar Schutel)
Florianópolis
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